Um dos filmes mais bacanas que pude ver nos últimos meses no cinema foi Scott Pilgrim vs The World, poucas pessoas tiveram oportunidade de vê-lo já que foi exibido em pouquíssimas salas, aqui no rio foi possível vê-lo apenas no Estação Botafogo. Ainda não entendi por qual motivo comercial esse filme não ganhou destaque por aqui, porque o filme é bom, alias, o filme é ótimo.
Caso não tenha tido a oportunidade de ver o filme, saiba que o ser humano criou algo fascinante chamado torrent e sem pudor algum baixe-o aqui:
Sua legenda aqui:
E sua trilha sonora bem legal aqui:
Em todo caso, precisando de um incentivo para ver o filme, saiba que ele é muito mais do que parece. A história é baseada em um gibi e é ridiculamente simples e idiota: Scott Pillgrim baixista de uma banda se apaixona por Ramona Flowers, mas para levar em frente seu namoro ele precisa enfrentar a Liga de Ex-Namorados Malignos da moça, derrotando cada um dos seus sete membros (ponto). Isso é a história do filme, mas é incrível que com toda sua simplicidade o enredo consegue falar de forma alegórica de situações tão complexas e constantes em nossas vidas.
Além disso, o filme faz uso de uma linguagem mega nerd para narrar de forma dinâmica a história. Recursos geralmente empregados nos quadrinhos, games e animes ilustram perfeitamente muitos momentos do filme. Artigos discutindo essas linguagens usadas pelo filme, você encontra aos montes na rede. Meu objetivo é jogar o holofote na metáfora que o filme se propõe.
A Metáfora da Batalha Interior que envolve cada relacionamento. Na época do lançamento do filme quando me falaram a respeito desta metáfora fiquei embasbacado, simplesmente por estar no meio de um conflito desses e perceber como o filme ilustra bem isso.
No inicio de cada relacionamento vivemos um pouco de Scott Pillgrim, é necessário enfrentar os “ex-namorados” de quem se deseja (ou os seus próprios) e quando eu digo isso me refiro às desilusões, decepções, ressentimentos, mágoas, manias, resquícios de relacionamentos anteriores. Uma batalha interna é travada e buscar exorcizar os fantasmas do passado se torna um dever caso queira seguir adiante.
Como no filme, o golpe final só pode ser desferido por uma única arma. O amor próprio. Essa arma mutila qualquer demônio interior. Isto na pior das hipóteses, na melhor delas você ainda pode contar com a sorte e ter a ajuda de alguém, que com carinho, auxilie a expulsar os antigos fantasmas e lhe traga paz e repouso. ;)
Rodrigo Vasconcelos



2 comentários:
Muito bom o filme!Bem nerd mesmo,tava achando a historia meio boba até sacar a mensagem do filme...Valeu a pena assistir a ele!E ameeei esse finalzinho q vc escreveu!!! xD
Gostei de ver a diferença entre o Scott do início e o Scott do fim do filme, quando ele encontra o próprio 'eu' e aparentemente eles vão duelar. No entanto, eles marcam de se encontrar depois pra bater um papo. O Scott do começo do filme era muito inseguro e bobo. Quase todo mundo já passou por isso.
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