sexta-feira, 4 de março de 2011

Sargento Pincel e sua Banda do Coração Solitário

Esse texto foi escrito em 4 de agosto de 2010 e originalmente publicado no blog What Would Monkeys Do, do nosso amigo Diego, o Sargento Pincel. Esses registros representam tantas coisas que é impossível não ficar tentado em postá-los mais uma vez:



"Treze de junho de dois mil e dez. Um domingo nostálgico, que foi deliciosamente registrado. Devo confessar que havia certa angustia no meu peito durante aquele dia, mas busquei nos meus velhos amigos a alegria para reviver momentos incríveis. Sgt. Pincel’s Lonely Heart Club Band. Sim, somos nós.



E no meio de tantas músicas que os violões, o bongo (ou seria oboé?) e as vozes desafinadas ergueram, porque destacar Knockin’ on Heavens Door? E eu diria “taquepariu, que música emblemática”. Particularmente, foi a primeira música que aprendi a tocar no violão. Apenas três acordes: sol, ré e dó...ou sol dó e ré como o Blaquete pode preferir...Essa música foi uma constante durante toda a breve trajetória da banda, até então anônima. Tocada n! vezes, todos os ensaios, lembro de sempre insistir para tocarmos essa música, sempre tive um apego por ela.

Uma banda que após dez anos ganha finalmente seu nome. A banda fulera de garagem que nunca deu certo, que nunca agradou ouvidos além dos nossos. O que seria a banda daqueles garotos? O que eles carregavam em seus corações solitários? Um bucado de paixões e anseios que queriam ser exteriorizados, expostos. E vejam só, dez anos depois, provavelmente a maioria destes anseios foram exorcizados. Nosso amigo e bardo Blaquete diria “Fazer o que? Na vida a gente aprende...”. Apesar de essa frase clichê provocar gargalhadas na hora, acabo de perceber como ela foi bem oportuna.


Observados individualmente, somos homens, cada qual trilhando sua Jornada Pessoal, buscando amadurecimento, procurando exorcizar os anseios que restam. Mas juntos...não somos muito diferentes de garotos de quinze anos. As piadas são as mesmas, as músicas são as mesmas e a intensidade de diversão e satisfação é atemporal. Devo admitir que um anseio novo foi adquirido: voltar a ser garoto junto com esses caras nas próximas férias."

Por Rodrigo Vasconcelos

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